Thursday, October 29, 2009

"Clicka" first edition begins in the next 3 of November



Sunday, October 25, 2009

When sadness comes…


In the last times, I traveled in time. In the measure that many others are changing to digital, I am working in analogic….
The colors, the images style is totally different from the digital, and, each individual image contains some kind of magic…

Friday, September 25, 2009

50's models are foolish girls


framing


Thursday, September 17, 2009

50’s models are foolish girls!!























see it on Flickr

Me photographed by Carlos Costa


Clicka - art & design exhibition


Friday, September 11, 2009


Working a lot for “Clicka” exhibition. In the last times, I’m working a lot, in the most of cases, all night long, but have passed so much time since the last time that I remember to work like this that I hope, until November, I have a lot of quality work for the exhibition, I am putting so much work of mine in this event in the last months that I hope that everything goes well.
Well, I don’t like to write to much, so………..”hasta la vista”

Wednesday, August 26, 2009


Monday, August 24, 2009

old one!!


Tuesday, August 18, 2009

phallocentrism

It’s about a common question for every man, the relation with your own sex. The term used is “phallocentrism” that describes a unmeasured preoccupation about the size, form or appearance of the “phallus” as symbol of masculinity and virility. So this is an intimate aspect from the relation of every man with the own body, and is an interesting theme to work about, psychological certainly and without doubts.

double personality-the exchange of states


Monday, August 10, 2009

M. Angélus "Anger" emotional states serie 2009


Tuesday, July 14, 2009

let me work!!!






Friday, July 10, 2009

Days of Depression...


Dedicated to those days, that, when you look around, and all that you see is only crap, your house is a mess, like your life. You wake up in the morning, take a cold shower, trying clean some thinks from your mind, but the only thing that you really want is a bullet in your head.

Friday, June 26, 2009

M. Angélus icon


Monday, June 1, 2009

Le marginal


Sunday, May 17, 2009


Monday, April 20, 2009

consciencia vs inconsciencia, a troca de estados

Tuesday, April 14, 2009

Blue Fire Sun


silicon and fiber glass handmade lamp/ candeeiro feito manualmente em silicone e fibra de vidro

Saturday, April 11, 2009

a historia do rapaz que pensava querer ser artista


Wednesday, February 4, 2009

Baú de memorias

Faz já alguns anos que me ofereceram a minha primeira maquina fotográfica, não tenho para mim que tenha passado tanto tempo, mas na verdade ele voou. Este facto, a vontade de testar o novo brinquedo, fez com que passa-se tardes inteiras numa maré de experimentalismo, a tirar fotos a tudo, inclusive a mim mesmo.

Como resultado surgiram algumas fotos interessantes que agora e sem pudor algum vou passar a postar. Não são nada de artístico, nem têm nenhum rigor fotográfico, ate porque a maquina não o permitia, e tirar fotos a nos próprios é algo que requer muitas tentativas até conseguir algo que nos agrade.

Deixarei aqui então e por agora três dessas fotografias, e deixarei as restantes para os próximos posts.

Friday, December 5, 2008

M.Angélus


Tuesday, December 2, 2008

“Golem/homuncúlo” O ser hermético 2008





"…o mundo que reservas no teu interior, esconde segredos para além da tua e da minha imaginação…"


Como já referi anteriormente, sou natural de uma pequena vila do interior. É uma terra com uma forte componente multicultural. É uma terra conhecida principalmente pela sua comunidade judaica. Neste trabalho reúno alquimia com mitologia judaica. A referência ao Golem, criatura da mitologia judaica com referencia também na alquimia, refere-se a um ser criado artificialmente através de matéria inanimada. Pretendo com este trabalho fazer a analogia à construção do falso ou artificial na personalidade humana. A referência ao ser hermético, remete para a alquimia, para o saber escondido reservado só a alguns. Pretendo para esta comparação, fazer referência ao ser interior em cada um de nós, a parte de nós que ocultamos ou reservamos. Remete para personalidades escondidas, como a homossexualidade, os medos que não queremos transparecer, a psicopatia de algumas pessoas, etc. Remete também para a personagem que por vezes construímos á nossa volta para esconder ou escamotear a nossa verdadeira realidade.

Este trabalho surge também como um convite à exploração do nosso próprio íntimo, do nosso interior. Um apelo á descoberta do ser hermeticamente guardado dentro de cada um de nós. Este convite à introspecção, apela ao auto-conhecimento. Sugere que olhemos mais vezes para o nosso interior como forma de encontrarmos respostas às nossas dúvidas. Como será possível conhecer o que quer que seja se não nos conhecermos, primeiro que tudo a nós mesmo? Denoto na nossa sociedade que as pessoas preocupam-se em conhecer o que as rodeia, contudo, esquecem-se de se conhecerem primeiro a elas mesmas.

“Bad Apple – where is the snake?”




"…o podre do teu ser que te corrompe a alma e te corrói o corpo…"


Fiz referência algures à expressão popular "ter duas caras como o feijão", nada que se adeqúe mais a este trabalho. Neste trabalho deixei os lápis de cor de lado e utilizei a técnica da aerografia usada por muitos artistas que se dedicam à pintura hiper-realista. Este trabalho é uma
verdadeira analogia á falsidade, digamos que representa uma pessoa de rosto sereno, como que se tratasse de uma capa, mas que esconde por dentro uma malícia capaz de nos ferir tão rápido como o ataque de uma cobra. É a justa representação das pessoas movidas por interesses, a tal referência à dupla personalidade não clínica. O título não pode ser dissociado da obra visto que lhe confere uma outra dimensão. Faz referencia á bela maça vermelha e brilhante que na realidade está podre por dentro. A pergunta que se faz, tem um sentido crítico, pergunto de novo: onde está a cobra? (Faço-me entender?)

“Mors Vs Vita – Consciência do fim” …a inconstância da vida á passagem do tempo…

Vivemos actualmente de forma frenética, as preocupações e as incertezas quanto ao futuro. A depressão será a doença mais abrangente do nosso século. Actualmente vivemos numa sociedade em que poucas coisas temos como certas, contudo a morte é algo que temos como garantido desde que nascemos. O tema "morte" tem desde sempre despertado a curiosidade e o medo nas pessoas, desde o homem pré-histórico que a morte é algo que desperta as mais distintas acções. Mesmo alguns animais têm rituais, se assim lhe podemos chamar, em relação á morte. Porem no que desperta medo em alguns, em mim desperta curiosidade. Nunca escondi o meu interesse pelo misticismo, embora seja um homem de poucas crenças, sempre fui um estudioso de várias áreas como o paganismo e os cultos pagãos, a alquimia, a bruxaria, etc. não esquecendo que parte das culturas e sociedades actuais, têm como bases pagãs. Exemplo flagrante, os Estados Unidos, tem na sua fundação ligações á maçonaria. O tema "morte" ou "além morte", são temas que me fazem divagar bastante, digamos que é um excelente convite à imaginação.

“Construindo uma segunda personalidade” Auto-retracto





Desde que comecei a introduzir o tema psicologia no meu trabalho, seleccionei algumas áreas nas quais o meu interesse mais se centrou. Confesso que desde sempre o tema da loucura, da esquizofrenia e da personalidade me atraiu. Por mais mórbido que isso possa parecer, sinto-me atraído e até curioso de como será a visão que essas pessoas têm do mundo, como será que elas vêm o mundo que as rodeia? Qual a percepção que elas têm do que acontece à sua volta? Não posso deixar de ter representado dentro da minha mente, as imagens dos filmes de terror e suspense ao género de Hitchcock, ainda de há umas décadas atrás, a preto e branco, em que os corredores se alongavam e pareciam ter nao fim, das paredes saiam mãos que nos tentavam agarrar e do vazio do escuro parecia haver algo que nos assustava e nos expiava. Tenho para mim, como espectador, que na presença de tais imagens não posso deixar de me sentir claustrofóbico e observado.
Acho que é essa a imagem que tento passar para os meus trabalhos através da linguagem gráfica que utilizo. A utilização das estruturas arquitectónicas que parecem prolongar-se para o infinito devido ao abuso da perspectiva, é justamente a analogia a esses corredores que no cinema pareciam alongar-se como se a saída fugisse de nós (tenho para mim, quando confrontado com tal imagem, uma sensação de "não haver fuga possível"). Essas estruturas traduzem o sentimento de solidão e isolamento, que contudo não transmitem segurança. O ambiente fantasmagórico traduzido por essas estruturas, quase que nos remetem para o abismo levando-nos para a escuridão à medida que se prolongam para o infinito. A questão da dupla personalidade, tratada aqui neste trabalho, remete-me para os confrontos interiores de uma personalidade não assumida, ou mesmo para os casos de esquizofrenia (dou varias vezes por mim a pensar como será o mundo de uma pessoa com esse tipo de distúrbios). Contudo há também uma crítica implícita neste trabalho, uma critica à sociedade actual, a sociedade do isolamento e das depressões que levam à loucura, a sociedade na qual as pessoas desenvolvem uma segunda e falsa personalidade de forma a entrarem noutros ambientes ou movidas por interesses. Por vezes questiono-me a quando das verdadeiras intenções das pessoas, já vivi alguns dissabores graças a isso, lá está a velha expressão " têm duas caras como os feijões". As estruturas arquitectónicas remetem aqui para a construção, não para a construção da arquitectura ou de objectos, mas para a construção da personalidade, aqui, de uma segunda personalidade. O ser humano traz sem dúvida algumas capacidades inatas, contudo o ser humano como pessoa, é fruto do meio que o rodeia, recebendo conhecimentos através da interacção com o meio. Pode-se dizer que o ser humano é fruto do meio em que nasce, é aí que ele se vai formar em quanto pessoa.

Retratos de amigos

despojados de espirito



Em 2006 recorri pela primeira vez a esta técnica, um pouco pela falta de recursos, um pouco por experimentação. Para além da técnica do manuseamento dos lápis de cor, adoptei as estruturas arquitectónicas que se encontram presentes no lado esquerdo do desenho e adapto-as à maioria dos trabalhos desde então. Estas estruturas sombrias e melancólicas para além de representarem a solidão e o isolamento do ser humano actual, representam acima de tudo a construção (entenda-se a construção ou reconstrução da personalidade). A perspectiva abrupta em que estas se encontram, representam o desenvolvimento contínuo e infinito, contudo não quero falar de simbologias que só para mim fazem sentido.

Este foi o trabalho que marcou a viragem na minha linguagem gráfica. Trata-se de um trabalho que relata a solidão e o isolamento do ser contemporâneo, despojado do seu espírito. Embora não dê grande destaque a este trabalho em termos formais, é bastante importante no que diz respeito ao desenvolvimento de uma nova linguagem no meu trabalho.

Wednesday, October 22, 2008

Dark Project

auto retrato em pintura digital 2007

M. Angélus


Pintura digital, algo que nos últimos anos tem andado muito em voga, que digam os fanáticos dos pequenos quadradinhos digitalizadores que fazem verdadeiras obras de arte com tintas á base de pixeis. Como não me canso de referir, a arte é o resultado do mundo em que habita, esta reflecte o que a rodeia e, se tivermos atentos, através de algumas obras de arte podemos ter aceso ao conhecimento dos costumes e hábitos quotidianos, ou a importantes marcos históricos de uma determinada cultura e época.
Desde a primeira metade do século passado que os meios tecnológicos se envolveram no mundo artístico. Performances, instalações, montagens, espaços interactivos, são alguns dos exemplos.
Nos últimos tempos, quase que como uma moda, os artistas apoderaram-se de material e técnicas utilizado ate então no meio do design, ilustração e fotografia, para desenvolver novo trabalho, uma dessas técnicas foi o desenho digital. As famosas mesas digitalizadoras, utilizadas para desenhar directamente nos PC's, utilizadas na industria do design, da ilustração e do retoque fotográfico, foi "roubada" aos técnicos para ser usada no mundo das artes, num pequeno espaço de tempo, apareceram verdadeiras obras de arte e novos artistas com obras desde o POP ao hiper-realismo, que invadiram a Internet e maravilharam os aficionados do desenho. Circulam hoje pela net, imagens verdadeiramente geniais, capazes de deixar nos espantados pela sua minúcia.
É claro que, sendo eu uma pessoa que gosta de experimentar e variar, também eu me deixei enredar por esse mundo e as suas novas técnicas. Confesso que fiquei fascinado com as possibilidades desta técnica, contudo, prefiro os meus lápis de cor, com os quais faço o meu trabalho e deixo as pessoas espantadas quando digo que é mesmo a lápis de cor e que é feito á mão, se calhar estou a ficar antigo!!!
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M. Angélus

Monday, October 20, 2008

Trabalhos antigos

Como falei no post anterior, tenho guardados aqui por casa alguns trabalhos antigos, que por norma nunca costumo mostrar, alguns deles são trabalhos feitos no secundário, outros, apenas rabiscos e manchas de tinta, que não têm muito a contar. Tirando um ou outro, a maioria deles estavam fechados e já há algum tempo que não lhes punha a vista em cima, foi há uns dias atrás que ao dar uma volta pelos cantos da casa, desencantei essas trabalhos e achei que poderiam ser mostrados. Para começas aqui ficam estes três.

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Estes três pertencem à mesma serie, esta tem como motivo o dia da mulher, foram feitos no secundário já não sei muito bem em que ano, a memoria não é o meu forte, e o ultimo, do qual só tenho uma fotocopia a cores, daí a discrepância nos tons, foi oferecido a uma das conferencistas que participou numa conferencia sobre a mulher no hotel Turismo da Covilhã. Ate onde me lembro, foi a primeira vez que ganhei algum dinheiro com isto...
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M. Angélus

Wednesday, October 15, 2008

Ok!! com o ultimo post cheguei a conclusão que talvez os trabalhos antigos que assombram por aqui, talvez mereçam ser mostrados. se calhar muito que eles ansiavam por um pouco de atenção, na realidade gosto de todos eles, nasceram ambos da mesma alma e foram feitos pelas mesmas mãos, contudo talvez a nível formal na sua composição não tenham aos olhos dos outros o mesmo significado que para mim têm. Assim sendo vou reservar os próximos posts para esses trabalhos, talvez esteja na hora de remexer os arquivos e trazer luz do dia esses trabalhos esquecidos, que guardei para mim. Muitos deles marcam o aperfeiçoamento da minha técnica e até certas alturas da minha vida, sendo assim acho que merecem tanta atenção quanto os outros, podem não ser perfeitos, mas eu também não o sou, sendo assim é algo mais que temos em comum...
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M. Angélus

Monday, October 6, 2008

recuperando trabalhos antigos



alguns anos atrás, resolvi dar uma olhadela pelos rabiscos que fazia quando era miúdo, tinha guardadas algumas series de trabalhos de índole cubista ou surrealista, que receberam alguns elogios por parte dos professores de educação visual, à altura não seria preciso muito para ser elogiado, qualquer rabisco mais elaborado enchia os olhos dos professores, que babosos, mostravam entre eles, os trabalhos dos alunos mais dotados. Lembro-me da primeira tela que pintei, uma imagem surrealista pintada a guache, que envolvia como sempre, mulheres nuas em vestes de anjo, um vasto deserto e um céu azul em tons de anoitecer, devo tela guardada ainda por aqui algures. A quando da sua conclusão, o Paulo Morais, na altura meu professor e designer da Glaciar, pegou na dita tela e levou-a à sala ao lado, pedindo que o acompanhasse, la encontrava-se o Sousa Amaral, professor e um pintor excelente que penosamente não tem o reconhecimento merecido. Este não se poupou a elogios mas também a criticas, dizendo que devia ter começado a pintar pelo fundo e que deveria começar a trabalhar com outros materiais visto que o guache manchava muito.
Peguei então nessas series de trabalhos antigos e resolvi adaptalos ou dar-lhes uma nova vida, renasceram das cinzas então algumas imagens em tons de aguarela que tenho guardadas para mim devido á sua fraca qualidade ou insignificância. Partilho as agora aqui com vocês...
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M. Angélus

Saturday, September 27, 2008

M.Angélus-continuaçao do post anterior!


E esta mais um da mesma serie! desta vez não tenho muito a acrescentar, acho que foi tudo dito a cerca desta serie de trabalhos no post anterior!!
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M.Angelus

Friday, September 12, 2008





Há alguns meses atrás comecei uma nova serie de trabalhos a duas cores, que são um derivação do meu trabalho. Estes, por enquanto projectos destinam-se a uma futura adaptação á gravura.
Tinha evitado ate agora postar e publicar estas series de trabalhos mais recentes por motivos já explicados anteriormente, contudo agora estou mais seguro de mostra los.
Como já vem sendo normal no meu trabalho, a estruturas arquitectónicas,as perspectivas abruptas e os jogos de luz quase impossíveis estão presentes, assim como a abordagem á psicologia. Nesta serie de trabalhos abordei a área pela vertente da psicologia da percepção, optando por contornos ilusórios, que sugerem formas não perceptíveis directamente, sendo apenas sugeridas e deixando que o espectador conclua por ele mesmo o que a sua mente lhe sugerir. As imagens presentes são bastante directas, tendo um profundo cariz sexual na sua base, embora por vezes a percepção do mesmo possa não ser directa.
O meu interesse por este género de trabalho não está na imagem em si, mas no entendimento e na percepção que os espectadores têm ao serem confrontados com uma imagem bi-cromática e ambígua, formada apenas por contornos ilusórios, que apenas sugerem uma determinada imagem, a conclusão será processada pelo cérebro do espectador, tendo como base as suas vivências e experiências, assim como as suas apetências perceptíveis.
Esta serie ainda se encontra em processo de desenvolvimento, e será composta por 10 ou mais imagens com o mesmo cariz, com o fim de serem reproduzidas através de gravura.
Como ainda não terminei a serie ainda não pensei muito em nomes, pelo que aceito algumas sugestões.
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M.Angélus

Wednesday, September 10, 2008

No abismo

Em 2006 surgiu uma aguarela de cores fortes, à qual se juntaram algumas palavras.


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"No final,
Ao seres confrontado com a tua própria destruição,
Olharás para o vazio
Vislumbrando o soturno horizonte.
Á tua volta,
Apenas restarão as ruínas do teu mundo.
Por fim,
Lançar-te-ás no profundo abismo,
Só então compreenderas,
O teu poder, a tua humanidade e a tua grandeza,
Serás grande perante tudo á tua roda,
Perante tudo, perante todos, perante o mundo.
Mas não há como voltar a traz,
Simplesmente não podes parar a meio do abismo,
E tu bem sabes…
Lá em baixo,
Só a morte para te abraçar."

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M.Angélus

novas series

Peço desculpa por não publicar ainda as series mais recentes de trabalhos, acontece que estou a colocados no portefólio online por uma questão de segurança, assim sendo deixarei passar algum tempo até os postar aqui!! São series de trabalhos de 2006 ate agora que postarei aqui em breve!!

M.Angélus

os eternos inacabados

Não me critiquem, na verdade não se trata de preguiça mas apenas de perca de entusiasmo. Já Miguel Ângelo quanto deixava um trabalho inacabado, salvo raras exceçoes lhe tornava a pegar. Eu vou continuando pouco a pouco quando não há nada de novo para fazer, e talvez algum dia eles estejam concluídos. Por isso aqui fica uma lista de alguns trabalhos em "banho maria".

Os últimos três fazem parte da serie sobre a teoria do caos adoro essa serie mas para estes dois últimos faltou-me a paciência, talvez retome esta serie em breve quem sabe!!

primeiro trabalho como designer

Decorria o ano de 2004 e estava eu no ultimo ano do secundário, quando a adega cooperativa da Covilhã comemorava o seu 50º aniversario, como forma de assinalar essa data, a cooperativa lançou no mercado uma colheita de sócio, como já era costume todos os anos, porem, e de forma a assinalar a data, lançou para o mercado uma edição limitada e numerada de 6650 garrafas comemorativas dos 50 anos da instituição. O desenvolvimento do rotulo ficou a cargo das escolas com a área de artes e design, após concurso aberto e proposto ás escolas. Por essa altura andava a desenvolver uma serie de trabalhos como tributo a Miguel Ângelo, artista italiano do renascimento. Resolvi então pegar num desses trabalhos e adaptados ao rotulo. Os trabalhos dessa serie consistiam em técnicas mistas de pintura sobre gesso texturizado, aplicado em tela e em tons laranja oxidado. O resultado foi que acabei por ganhar o concurso, a serie saiu para o mercado e realizei o meu primeiro trabalho como designer. Para completar e após a inauguração do museu da escola Campos Mello, por onde passaram designes e artistas como Paulo Morais, actual designer da Glaciar e Sousa Amaral um surpreendente pintor com uma historia de vida surpreendente, e ainda Rudolfo Passaporte, que desenvolveu o curvilinearismo, como professor, o meu trabalho esta hoje representado la também com a humilde presença da respectiva tela e da garrafa com o rotulo que resultou dessa serie de trabalhos.




Após um período de ausência e descuido por este espaço, e agora com algum tempo livre para cuidar mais um pouco, vou postar alguns trabalhos que ainda não tinha postado por motivos ligados á reserva dos direitos de autor. Após o contacto com o INPI ( instituto nacional de propriedade industrial) estou agora seguro para publicar o meu trabalho. Após algumas palestras sobre protecção de direitos morais e autoriais, também me foi dito que a publicação de trabalhos em blogs e sites confiaveis, serviria de prova em caso de uso abusivo ou usurpação de ideias. sinto-me agora mais seguro quanto a publicação do meu trabalho e coloquei o meu trabalho sobre protecção.
a partir de agora publicarei os meus trabalhos aqui no blog para que possa chegar ao maior numero de pessoas, em especial aquelas que frequentam o blog.
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M.Angélus

Tuesday, September 9, 2008


"...pensei nos teus olhos e sentei-me a esperar, nas margens do rio turvo. sonhava acordado contigo, de uma forma quase física, tão forte, que por momentos pensei tocar-te. sonhei percorrer o teu corpo com as minhas mãos, sentir a tua pele sedosa, branco cal.

então acordei, e percorri por entre a suturna sombra do arvoredo, o labirinto faunico sem guia ou bussola. encontrei-me perdido no emaranhado do arvoredo, rompi então caminho a golpes de nada, e no meio de tão solitária companhia, encontrei me num imenso e apertado vazio. todo o meu corpo foi percorrido por um arrepio quente ao olhar num olhar que me olhava, diabólico ser, resplandecente de tão maléfica bondade, que de tão artificial perecia verdadeira como aquelas que sendo verdadeiras são na verdade artificiais.


que insanidade percorre a minha mente! que imagem corrompe o meu corpo! que devaneio nocturno se apoderou de mim! sou assombrado por uma realidade irreal que de tão real torna a realidade irreal. que devaneio me domina! que poder domina e corrompe as minhas palavras! será este tormento real?
tão depressa como se começa, assim acaba, e o pesadelo que acabou com o despertar, é como se se arrasta-se para a realidade fazendo-me questionar se se tudo foi ou não real.


o dia foi-se, e tu não vieste. contudo o teu cheiro ainda paira no ar. aquele melancólico aroma que ainda vagueia por aqui. o doce e suave aroma da tua pele. o aroma de uma mulher..."
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M.Angélus

Saturday, September 6, 2008

a minha nova Sigma SD14

ok! aqui estou eu de novo! E deste vez, vou fugir um pouco ao habitual aqui no blog. Adquiri uma nova maquina fotografia, que já há muito andava atrás, dei um salto bastante grande para as maquinas profissionais, e embora pensasse ser mais complicada de trabalhar, esta sigma tem-me surpreendido pela positiva. Na verdade ainda me estou a habituar a ela e as suas manias. Trata-se de uma maquina profissional e não amadora e por isso ao contrario das outras não tem todas aquelas funções k não facilitam tanto a vida e nos ajudam a tirar boas fotos. Após tanto comentário negativo á maquina, meti mãos a obra e decidi pedir a opinião de vários profissionais por todo o mundo, surpreendentemente, todos eles classificaram a maquina como uma boa aquisição. Na verdade há uma grande guerra de marcas nesta área, e tudo o k não seja Nikon ou Canon é posto de parte, muitas das vezes sem razão aparente, mas quem sou eu para falar, a minha primeira opção foi mesmo para a Nikon D80 e Canon 400D.

Contudo quando vi esta maquina foi como se fosse amor á primeira vista, pelo seu estilo antigo, pela inovação do sensor Foveon que dentro do digital é o que mais se aproxima da fotografia com filme, e todo o fervor quase religioso á volta desta maquina. Há aqueles que idolatram a maquina e há aqueles que dizem mal. Contudo foi a minha opção e não me arrependo, até porque perto de uma reflex, mesmo a pior, as demais comeras ficam por melhor k sejam não se comparam sequer.

Agora aqui ficam algumas fotos minhas e das minhas sobrinhas, as primeiras com esta magnifica maquina que gera tanta controvérsia, na maioria dos casos, por parte de pessoas que nunca lhe puseram a mão em cima e que por preconceito continuam agarrados a nikons e canons só por serem um golpe seguro!!!!
ate ao próximo post M. Angélus


Friday, July 25, 2008

Gothic poetry from 2006


Gothic poetry form 2006

Lost child


Á luz do dia brincava uma criança,
Com a alma repleta de sonhos e esperança.

Mas as travas caíram e a criança morreu,
Nascendo o anjo caído que hoje sou eu.

A criança que antes brincava, esta hoje morta e enterrada,
E num túmulo, frio, de pedra, espera ser acordada.

Não chores por ela pois há-de renascer,
Chora por aqueles que a fizeram sofrer.



M. Angélus
desenho já algo antigo a lápis de cor, nada se especial mas diz-me qualquer coisa. serie de estudos de arte fúnebre. a arte saiu á rua, o culto da morte acompanha o homem desde que ele se tem por ser racional, no final do séc XVIII, o movimento romântico trouxe á arte uma imagem nunca antes vista, aqui o ser humano não era soberano, em vez disso era mostrado derrotado e subjugado pela natureza e pela morte. os cemitérios um pouco por todo o mundo tornaram-se então em verdadeiros museus, nos quais podemos ver os mais fabulosos ambientes e as mais sentidas esculturas.

Friday, July 4, 2008



Hoje abri-te a porta do meu coração
e apresentei-te ao vazio.
Hoje cobri-te com as asas de um anjo

e mostrei-te o abismo.
Hoje molhei-te com as lágrimas dos meus olhos
e lancei-te ao oceano.
Depois lutei por ti
contra ventos e marés,
contra tudo e contra todos
contra Deus,
contra o diabo
contra mim.
Por ti morri mil vezes,
mandei milhões para a morte,

matei centenas de inocentes.
Hoje remei por ti e para ti,
e hoje reuni-me a ti,
para que as lágrimas não sequem nos meus olhos,
para que o meu vazio sempre se abra para ti,
e para que o abismo sempre nos abrace.
Porque neste lugar soturno
somos um só,
para toda a eternidade....




M. Angélus

Sunday, June 15, 2008



Sou semente ao vento

corpo vazio,

sou pobre inocente,

sou cachorro vadio.

Sou vento do norte,

tormento na noite,

sopro de inverno.

Sou algo inerte,

corpo sem vida,

sou um indigente

sou alma perdida.

sou lixo

sou mágoa

sou saudade e remorso,

sou tristeza...

melancolia,

aqui.

no espaço vazio que ficou...

M. Angélus

Friday, March 21, 2008

solitudine

Mórbida alma é a minha sem ti,

letárgico ser, humilde criança.
Procuro o som da tua voz no silencio,
luz guia na noite, minha vida.
Procuro teu rosto triste criança,
mulher feita, dama da noite,
procuro o teu colo,
sentir teu corpo,
olhar nos teus olhos
e ver-me. Eu; pobre ser,
reflectido na tua alma.
Passo em frente,
caio ao abismo,
morro uma vez mais;
mas não me importa...
na tua alma...
sou eterno...
josta kuolema teki minusta taiteilijan
M. Angelus

Friday, December 21, 2007

"...arte é sufrimento..." Angelus


Marina Abramovic


Marina abramovic, é uma artista nascida em Belgrado (Jugoslávia) que vive e trabalha actualmente na Holanda. Actualmente, é uma artista muito bem cotada no panorama artístico, expondo em grandes museus como o Guggenheim e o museum of comtemporary art of Chicago.



Abramovic trabalha fundamentalmente na área performativa cenicó-corpórea, transformando o seu corpo e a sua vida, no seu suporte para a arte. Abramovic explora, no seu trabalho, os limites suportados pelo corpo humano, expondo o seu próprio corpo á dor e á auto flagelação, chegando por vezes a ultrapassar o limite do fisicamente suportável.



"...o corpo sofre..."



A arte é sofrimento, por vezes a inspiração não nasce espontaneamente, é necessário procura-la e provocá-la. O corpo é apenas o meio através do qual a arte se manifesta, por isso não há que ter pena, nem hesitar a quando de ser necessário injuria-lo. Este é a penas a parte mortal da nossa existência, a arte será o transporte para a nossa imortalidade.



M. Angelus

Monday, December 3, 2007

caminhante do desespero


Sunday, November 18, 2007

Fragmentos dum ser, apelidado de anjo, cuja pureza fora corrompida pela humanidade.
Aguarela 19x15cm datada de 2006
Ate ao proximo post M. Angelus

Friday, October 26, 2007


E se por um momento que fosse, estivesse impedido de criar? Continuaria sendo um artista? Seria melhor ou pior que outros? Afinal de contas será necessário mostrar algo visível para ser considerado artístico ? O que é a arte? podemos definida ? Na minha opinião , não ! É algo tão simples que não pode ser explicado. Se considerarmos o que se distingue do resto como arte, então tudo é arte pois nada é igual, e o artista? Esse saiu da galeria e do museu para passar a ser o Homem da porta ao lado. Não somos iguais, não falamos da mesma forma, não caminhamos do mesmo jeito, simplesmente não somos seres estereotipados agindo em sincronia! Não nos podem privar do sonho nem da iniciativa, pois o espaço interior é só nosso, e se por um só momento ou por toda a vida, em qualquer circunstancia , focemos privados do acto criativo, não deixariamos de o fazer, pois a nossa mente é imparável , é simultaneamente construtor, armazenista e expositor da nossa obra, é meu, meu e só meu. Assim podes rejeitar os meus trabalhos das tuas galerias, podes não querer os meus quadros nas tuas paredes, podes repudiar a minha imagem do mundo, mas, nunca, por algum momento e jamais poderás me impedir de criar, pois a minha mente é a minha galeria, o verdadeiro museu interior onde a arte nasce e se expõem e na qual só eu posso entrar. E eu? Eu serei tão artista quanto outros, pois para onde eu olho só vejo arte e todos somos criadores. E os sonhos? Esses sempre voltam....
Ate ao proximo post, M. Angelus